A observação de baleias é uma indústria que movimenta mais de R$2,1 bilhões e atrai mais de 10 milhões de turistas por ano. Infelizmente, algumas agências estão colocando o bem-estar das baleias em risco. Então, como o viajante consciente pode separar o joio do trigo na hora de escolher a melhor excursão?
As boas excursões para observação de baleias dão aos passageiros a chance de apreciar esses animais em seu habitat natural, a partir de uma distância respeitosa. Mas, nas piores, os barcos chegam perto demais, brigam com outros barcos pelo melhor ponto de observação e até mesmo encorajam os turistas a tentar tocar os animais.
Para evitar tais absurdos nas férias, faça as perguntas certas antes de embarcar.
1. O que diz a legislação?
Alguns países possuem leis que regem a indústria de observação de baleias para proteger o bem-estar desses animais. Países que não possuem uma legislação a respeito em vigor colocam o ônus da responsabilidade sobre as agências operadoras.
Para ter certeza de que você está embarcando em uma excursão responsável, informe-se primeiro sobre quais são as leis locais de conduta às quais o operador deve obedecer.
“Duas coisas muito importantes que se deve procurar na legislação são as restrições com relação à distância e à velocidade”, diz Claire Bass – gerente do Programa de Mamíferos Marinhos da WSPA. “Chegar muito perto dos animais, ou com muita velocidade, pode causar ferimentos pela hélice, stress, perturbar seu comportamento e até separar os filhotes de suas mães.”
Portanto, as melhores excursões são aquelas que:
Mantêm uma distância de 100 metros de baleias e 50 metros de golfinhos, aumentando para 200 metros se houver outro barco presente
Mantêm curso e velocidades previsíveis quando estiverem próximas aos animais
Deixam o motor em ponto morto (melhor ainda se for desligado) se algum animal se aproximar
Mantêm o mesmo curso e velocidades quando golfinhos se aproximam da embarcação em movimento
Observam um grupo de animais ou uma baleia em particular por um máximo de 15 min, especialmente se houver outros barcos por perto
Fazem revezamento com os outros barcos para ficar à distância de observação.
As leis que regulamentam as excursões para observação de baleias no Brasil, na Argentina e na Nova Zelândia estão disponíveis no site da Whale and Dolphin Conservation Society website.
2. E a educação ambiental e a pesquisa?
Boas excursões incluem um guia preparado – em alguns casos um biólogo marinho – que poderá oferecer dados interessantes sobre a vida selvagem. Algumas agências operadoras estão ativamente envolvidas na pesquisa para a proteção de baleias e por isso estão aptas a fornecer valiosas informações ao visitante.
3. A excursão é segura?
Ao escolher um barco certifique-se que a tripulação e o capitão sejam acessíveis e experientes. Cheque também se a embarcação dispõe de material de segurança e salvamento, de seguro adequado, se está em dia com as licenças necessárias para operar e se respeita o limite máximo de passageiros. Antes de zarpar, você deverá ser instruído sobre procedimentos de segurança e de emergência.
As operadoras de turismo devem deixar claro o que é exatamente que os turistas podem esperar. Devem oferecer um preço razoável, ser honestas com relação à taxa de sucesso para avistamentos e explicar o que acontece em caso de cancelamento de uma excursão.Tour operators should say what passengers can reasonably expect. They should offer a reasonable price, be honest about their success rate for sightings and explain what happens if a trip is cancelled.
Problemas com a viagem?
Se apesar de todas as suas precauções a excursão que escolheu o deixou preocupado com o bem-estar dos animais, você pode comunicar as autoridades locais ou informar a WSPA – faremos o melhor para investigar o caso. Formulário online de denúncia de crueldade com animais >>
Junte-se à nossa campanha
Na 60ª. Reunião Anual da Comissão Internacional da Baleia (CIB) ocorrida em junho de 2008, a WSPA fez pressão para tornar a proteção à baleia um assunto da mais alta prioridade.
Acreditamos que a CIB, ao invés de discutir proibições de caça e as cotas dos animais que serão abatidos, deveria estar trabalhando para proteger as baleias e encorajar uma indústria de observação sustentável - que ajude as pessoas a entender mais a respeito dessas criaturas tão inteligentes e sociáveis.